domingo, 10 de outubro de 2010

Al blogue

Al blogue

Portugal é o sítio do universo onde se acumulam mais genuínos portugueses por quilómetro quadrado.


Este é (o) Al blogue, assinado por mim, que, como o nome sugere, não é de pura raça lusitana. Traz aromas e securas, paladares, tons de pele, desassossegos, cítaras e alaúdes – embora talvez fadistas – inquietudes e até poesia entre outras armas de vivificação massiva, nos ventos brandos e quentes estendidos do Norte de África a toda a bacia mediterrânica.
Não ser de raça lusitana pura e dura, não significa menos ímpeto nas cruzadas da modernidade, como bem se observa – que me perdoem os equídeos – dos arroubos conquistadores por parte de alguns asnos. – Torno a pedir perdão, desta vez ao criador, pela possível ofensa contida na comparação com os nobres animais.
E, apesar da civilizadora, cristianíssima e bem intencionada agressão, que envolve o nome de Portugal, ter o sucesso que todo o mundo lhe reconhece, não posso deixar de pensar ser tudo fruto dos frutos que somos na imensidade genealógica que uniu celtas e lusitanos, gregos com lusitanos, e os bárbaros: vândalos, suevos, alanos e visigodos com lusitanos. Cartagineses, fenícios, romanos do império, magiares, francos, judeus, até que o plano da Terra se arredondasse e, os lusitanos, continuassem a apurar-se com afro subsarianos – e nem Darwin acreditou que daí resultassem as zebras –, índios, das Índias Ocidentais e das Outras do Prestes João, chineses e mais que haja e não me lembre, em todo o resto do mundo que, estando tão sossegado antes da lusa arribação, passaram a conhecer-nos como a prolífera espécie da civilização ocidental.
No fim, só se salvaram os puro-sangue de Alter do Chão, para manter viva a esperança de paz, inter rácica, no alargamento da casta alentejana aos confins do Universo.

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